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Há regras de ouro no trail? (por Tòfol Castanyer)

A sua estreia foi numa corrida de 100 milhas e apesar da sua inexperiência neste tipo de provas ninguém duvidava de que poderia fazer um grande resultado.
Há regras de ouro no trail? (por Tòfol Castanyer)
Há regras de ouro no trail? (por Tòfol Castanyer)
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No Ultra Trail del Mont Blanc bateu-se de igual para igual com François D’Haene e Iker Karrera e acabou em segundo, juntamente com o seu companheiro de equipa Iker Karrera.

Este atleta de 43 anos tem muitos anos de corrida, primeiro em estrada e há mais de uma década na montanha. A sua qualidade é inquestionável com marcas de 31 minutos nos 10 km, menos de 1:08 em 21 km e 2:25 na maratona. Na montanha é mais do mesmo e já conta com um Campeonato da Taça do Mundo de SkyRunning em 2010 e um Subcampeonato um ano antes. Já acumulou a prestigiada Giir di Mont, a Taça de Espanha e a Courmayeur-Champex-Chamonix – CCC -, antessala do Ultra Trail del Mont Blanc. A partir deste último triunfo ficou claro que teria de enfrentar o Ultra del Mont Blanc. E fê-lo com destaque.

Castanyer é um dos que corre com qualidade e não tanto pela quantidade. A sua agenda apertada, família e trabalho não lhe permitem muito tempo para se prolongar nos treinos, mas ainda assim consegue grandes resultados. O seu segredo é aqui explicado.

Desfrutar, qualidade e ginásio
“Para mim, a regra número um para um principiante na montanha deve passar por desfrutar o percurso nos treinos e provas, além de se adaptar bem ao meio. Se o corredor vem do asfalto a transição leva algum tempo, especialmente a nível muscular, pois não é tão rápida como possa parecer. Outra das coisas fundamentais que aconselho é que não se esqueçam de fazer trabalho de qualidade e ginásio, pois são duas maneiras de melhorar a nível cardiovascular e muscular. No meu caso, sou dos que treino muito bem por baixo, ou seja, coloco toda a minha ênfase na qualidade. Durante a semana e juntamente ao importante trabalho de condição física, faço rodagens mais curtas e de maior qualidade. Ao fim de semana dedico-me a distâncias longas e mais lentas. Também não nos podemos esquecer de coisas importantes como descansar um dia por semana (pelo menos) e fazer bem os alongamentos.

Conciliar bem a vida familiar, laboral e a desportiva
Ter tempo para poder conjugar vida familiar, laboral e desportiva é uma arte e Tòfol sabe-o bem, resumindo-o em duas palavras: energia e desafio. “Este é outro aspeto que os corredores que não são profissionais têm de lidar, pois temos família e temos de trabalhar. Suponho que aqui entram adjetivos como constância, esforço e, especialmente, muita energia. Precisamente a necessária para que cada dia – mesmo cansado do trabalho e ocupado pela vida familiar – seja uma vitória e assim poder vencer a preguiça que muitas vezes parece querer tirar a vontade de treinar. Se for capaz de superar isto, terá dois motivos para ficar muito feliz: fisicamente estará mais forte e mentalmente tornar-se-á mais sólido ao saber que foi capaz de superar esse momento de fraqueza”.

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Foto: Tiago Sousa

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